Bento XVI Já Previa a Possibilidade de Renunciar
É evidente que a renúncia de um Papa é algo espantoso nos tempos modernos, pois a última renúncia foi de Gregório XII em 1415. A notícia nos deixou perplexos e com um certo sentimento de perda. Contudo, este sentimento deve ser interpretado como um bom sinal, pois demonstra que amamos e temos fé em Bento XVI, e, porque o amamos, estamos chocados com a sua livre decisão.
Em seu livro Luz do mundo (p. 48-49), o Santo Padre já previa esta possibilidade da renúncia. Durante a entrevista, Bento XVI falava com o jornalista Peter Seewald a respeito de escândalos e pressões:
"Seewald: Pensou, alguma vez, em pedir demissão?
Bento XVI: Quando o perigo é grande, não é possível escapar. Eis por que este, certamente, não é o momento de demitir-se. Precisamente em momentos como estes é que se faz necessário resistir e superar as situações difíceis. Este é o meu pensamento. É possível demitir-se em um momento de serenidade, ou quando simplesmente já não se aguenta. Não é possível, porém, fugir justamente no momento do perigo e dizer: "Que outro cuide disso!"
Seewald: Por conseguinte, é imaginável uma situação na qual o senhor considere oportuno que o Papa se demita?
Bento XVI: Sim. Quando um Papa chega à clara consciência de já não se encontrar em condições físicas, mentais e espirituais de exercer o encargo que lhe foi confiado, então tem o direito – e, em algumas circunstâncias, também o dever – de pedir demissão.
Assim, podemos concluir que o próprio Papa reconhece que a renúncia diante de crises e pressões seria uma imoralidade. Seria a fuga do pastor e o abandono das ovelhas, como ele sabiamente nos exortava no início de seu Pontificado: "Rezai por mim, para que eu não fuja, por receio, diante dos lobos" (24/04/2005).
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